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Doença de Crohn

Se a doença de Crohn está localizada no cólon, a colonoscopia se torna o exame mais importante pois visualiza a inflamação na mucosa do intestino. Esta é caracterizada  por  úlceras profundas, hiperemia (vermelhidão) e edema (inchaço) de mucosa, entremeados   por áreas de mucosa saudável. Na colonoscopia é possível também a retirada de material para análise histopatológica,  a qual pode ajudar a confirmar o diagnóstico.   

 

No caso da doença de Crohn específica de intestino delgado, o diagnóstico é mais difícil pois a colonoscopia só chega até o íleo terminal (final do intestino delgado). Pode–se, então, abrir mão dos exames de imagem como a enterotomografia e enteroressonância   (tomografia e ressonância programadas para visualizar de forma mais específica o intestino). Existe também a enteroscopia, exame endoscópico do intestino delgado que nos permite visualizar diretamente  a mucosa e realizar biópsias. Porém é um exame de difícil execução e acesso.   

Tratamento:

 

Ainda não existe uma cura para a doença. Ela cursa com períodos de crise e remissão. O tratamento visa a indução e manutenção dessa remissão, tanto do ponto de vista clínico (controle dos sintomas) quanto do ponto de vista endoscópico (cicatrização da mucosa).

As medicações disponíveis buscam basicamente o controle da inflamação e da resposta exacerbada do sistema imune. São usadas as seguintes drogas:

  • Aminossalicilatos: controlam a inflamção de doença localizada no cólon, eficazes apenas para quadros leves.

  • Corticoesteróides: usados para controle das crises, não funcionam para tratamento de manutenção devido aos seus efeitos colaterais.

  • Imunossupressores: possuem ação mais lenta, não servem para o controle das crises mas são boas medicações para manutenção da remissão.

  • Imunobiológicos: são a linha mais recente e eficaz de tratamento da doença de Crohn. Buscam inibir diversas vias da resposta inflamatória presente nessa doença. No Brasil, estão disponíveis os anti-tnf e mais recentemente os anti-integrinas. No SUS apenas os primeiros estão liberados.

  • Tratmento cirúrgico: reservado principalmente para as complicações como fístula e estenose.

A doença de Crohn é uma enfermidade inflamatória crônica que pode acometer todo o trato gastrointestinal (da boca até o ânus), mas tem predileção pelo íleo terminal (final do intestino delgado) e cólon (intestino grosso).

É uma doença de causa multifatorial podendo contribuir para ela a predisposição genética, fatores ambientais como dieta ou infecções e resposta exacerbada do sintema imunológico de defesa.

A doença de Crohn se manifesta igualmente em homens e mulheres e acomete principalmente uma população jovem e ativa (entre 20 e 40 anos). Quando se desenvolve no cólon, aumenta o risco de câncer dessa região.

Sintomas:

  • Dor abdominal

  • Diarréia (com ou sem muco e sangue)

  • Febre

  • Perda de peso

  • Sintomas extraintestinais ( dores articulares, lesões de pele e olhos vermelhos)

  • Complicações: obstrução intestinal por estenose (o intestino fecha por inflamação ou fibrose ), fístulas (trajetos do intestino que podem drenar para região perineal, vagina, bexiga e abdomen).

 

Diagnóstico:

O quadro clínico do paciente levanta a suspeita da doença, que pode ser confirmada por meio de exames laboratórias, de imagem e principalmente endoscópicos.

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